É uma reação rara que ocorre quando se está exposto ao frio. Atinge geralmente adultos e jovens.

A urticária ao frio, também chamada de alergia ao frio é uma reação à exposição ao frio e ao vento, temperaturas baixas, contato ou imersão em água fria, contato com objetos frios ou ingestão de alimentos ou bebidas frias.

Também existe urticária ao frio após picadas de insetos, infecções virais, estresse, alterações de dieta, etc.

A urticária ao frio é uma condição rara. Estima-se que exista menos de 3% das pessoas sofrem dessa doença, que pode ocorrer em qualquer idade, porem, é mais comum em adultos jovens.

A urticária ao frio ou alergia manifesta-se como surtos agudos de vergões vermelhos na pele (ou erupção da pele), coceira e outros sintomas que podem incluir febre, mal-estar, cefaleia, dor abdominal, entre outros.

Embora as lesões ocorram durante a exposição ao frio, normalmente elas aparecem dentro de 10 a 30 minutos após o esfriamento da pele.

Existem diferentes tipos de alergia ao frio: hereditária ou adquirida (com ou sem história familiar) e típicos ou atípicos (como o resultado da prova de contato com o frio).

Diagnóstico de urticária ao frio ou alergia ao frio:

O teste mais amplamente utilizado para confirmar o diagnóstico de urticária ao frio é o “teste do cubo de gelo”, que consiste na aplicação de gelo no antebraço do paciente, por 5 minutos e depois de 10 minutos verificar se houve ou não reação.


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Se o teste for negativo, mas você ainda tem suspeitas dessa condição, você pode realizar um outro teste que envolve a imersão da mão e antebraço em água fria por -5ºC a -10ºC durante 5 minutos. Se a alergia for positiva, o braço fica vermelho e inchado em poucos minutos da remoção da água.

Em determinadas circunstâncias, é possível realizar a total exposição ao frio, fazendo com que o paciente permaneça por alguns minutos em uma sala em temperaturas muito baixas.

Tratamento de urticária ao frio ou alergia ao frio

O tratamento de alergia de frio é geralmente com a utilização de anti-histamínicos para aliviar os sintomas, mas não impede as reações futuras. Os tratamentos também são utilizados para induzir a tolerância ao frio, que é gradual e progressiva, expõe o paciente a baixas temperaturas. Este tratamento é realizado em um hospital e sob supervisão médica.

Prevenção

O mais importante no tratamento é a prevenção. Aqueles que sofrem desta alergia devem seguir estas recomendações:

  • 1) Evitar a exposição ao ambiente frio e ventoso, procurar abrigos caso seja pego desprevenido.
  • 2) Os enfermos não devem tomar bebidas ou alimentos muito frios, mas em temperatura ambiente ou ligeiramente fresco.
  • 3) Não praticar esportes que envolvam exposição a ambientes frios e evitar nadar por longos períodos.

Se a intervenção cirúrgica é necessária para um paciente com diagnóstico de urticária ao frio ou alergia ao frio, a operação deve ter uma alta temperatura e a transfusão deve ser aquecida a 37°C.

Previsão Médica aos Tratamentos:

Quanto à evolução da alergia ao frio, pode-se esperar uma melhora apenas em menos de 50% dos casos em 5 anos, apesar de que, ocasionais remissões espontâneas foram relatadas.

Em caso de exposição prolongada ao frio pode resultar em hipotensão e síncope liberação maciça de mediadores, que podem causar asfixia.