O Que é Coqueluche?

Infecção do trato respiratório inferior (bronquite), causada por Hemophilus pertussis (em itálico). Afeta crianças, causando uma característica tosse paroxística (tosse convulsa).

Causas

Infecção por Hemophilus pertussis, gram-bacilo negativo Haemophilus do gênero, que inclui vários agentes patogênicos, tais como H. Influenzae, que causa meningite e epiglotite em crianças menores de 4 anos.

Sintomas

Após um período de incubação entre uma semana a dez dias, começa a fase “azul” com:

  • Espirros.
  • Coriza (nariz escorrendo de forma abundante).
  • Febre ligeira.
  • Anorexia, perda de apetite e tosse discreta.

Depois de uma semana ou duas vai para a “fase paroxística”, que predomina na tosse:

  • Ataques, em intervalos variáveis de tosse paroxística seguida de uma inspiração muito forte, silvo.
  • Evita a ingestão de alimentos.
  • Dura duas a três semanas.
  • É acompanhada de vômitos causados pela ingestão de muco.

Finalmente, durante a recuperação, que dura entre uma e seis semanas, a tosse vai desaparecendo, embora os espasmos possam continuar, muitas vezes precipitados pelo tabaco ou poluição. Em adultos e crianças mais velhas, os sintomas são mais leves, mas geralmente são mais duradouros.

Fatores de Risco

O contato com uma pessoa infectada. Vindo pelo ar.
Condições, tais como durante o inverno, a superlotação, etc., que facilitem esse contato.

Prevenção

Paciente com suspeita diagnóstica de coqueluche deve ser isolado (isolamento respiratório), e seus contatos próximos devem ser vacinados e suscetíveis a receber tratamento antibiótico completo.

Diagnóstico e Tratamento

Diagnóstico:

O diagnóstico clínico pode ser difícil na fase catarral, mas deve ser suspeito em qualquer criança com tosse persistente sensível (que não foi vacinada).

Podem exigir exames de sangue e raios-x para excluir outras infecções.

Tratamento:

O tratamento é por antibióticos e pode exigir internação hospitalar para administração intravenosa.
Deve também estar associada a problemas como desidratação e falta de oxigênio.

Medidas Gerais:

Isolamento respiratório é importante para interromper a transmissão para outras crianças. Isso inclui o uso de máscaras para as pessoas que entram na sala, e impedir o acesso de crianças não vacinadas.

Medicação:

Prescrição de mucolíticos, analgésicos e antipiréticos, sob as circunstâncias.

Atividade:

Os pacientes geralmente necessitam de repouso na cama durante a fase aguda (catarral, paroxística), então eles podem lentamente retomar suas atividades normais.

Dieta:

Deverá fornecer líquidos para promover a expectoração.

Chame seu médico se:

A criança não responde ao tratamento, apreensões, é insensível ou fica azul ao redor da boca ou os dedos.

Possíveis Complicações

O mais importante durante a doença são a desidratação, anóxia cerebral (falta de oxigênio no cérebro) ou pneumonia, hemorragia cerebral secundária.
Em médio prazo pode haver ampliações permanentes dos brônquios (bronquiectasias) ou danos permanentes no cérebro.

Prognóstico

Com o tratamento hospitalar adequado, a mortalidade é inferior a 5%, sendo maior quanto mais jovem a criança.
Após esse tratamento, as complicações permanentes são mínimas.