Na maioria dos casos, a razão pela qual se escolhe um momento ou outro para treinar vai além de simples razões fisiológicas. No caso de atletas profissionais, o treinamento das diferentes habilidades atléticas está principalmente condicionado pelo plano de treinamento técnico específico de cada esporte, colocando o primeiro de maneira que não afete o segundo.

Para os atletas amadores, a maioria recorre com assiduidade a uma academia, dependendo diretamente do tempo livre que as obrigações concedem.

É por isso que, em ambos os casos, escolher o melhor momento para treinar com base unicamente em razões fisiológicas que apenas podem melhorar o desempenho em alguns pontos percentuais pode resultar na maioria das situações pouco funcional.

Leia também: “Como Treinar de Maneira Divertida e Eficaz“.

Partindo da base de que no esporte amador a sustentabilidade do sistema é fundamental para que o praticante não abandone com o tempo, além de meras razões fisiológicas, é mais interessante que o atleta escolha o momento que menos transtorno lhe ocasione, em relação ao restante das obrigações e responsabilidades, porque caso contrário, é possível que em curto prazo se obtenha melhores resultados, mas por muito tempo, acabará se questionando até que ponto compensa tanto sacrifício.

Naqueles esportes ou práticas esportivas em que a via anaeróbia lática e o consumo de carboidratos como fonte de energia é alto obteríamos o melhor resultado após 2-3 refeições, pois é o que seria necessário para recuperar as reservas durante a noite em jejum. Além disso, não se esqueça de que, se fizermos bem, ainda teríamos de 2-3 refeições antes de ir para a cama para iniciar corretamente o processo de recuperação.

Se o seu objetivo é a perda de gordura, foi demonstrado que o treinamento em jejum pode chegar a provocar um efeito térmico residual ou consumo calórico pós-exercício de até 3% maior. No entanto, levando em conta que um organismo com uma gestão glicêmica ineficiente pode estar colocando sua saúde em risco no caso de realizar um treinamento sério em jejum, consideramos que o risco não compensa com o mínimo de benefícios em termos relativos que obteríamos.

Além disso, levando em conta que existe uma crescente literatura contra o exercício de baixa intensidade e longa duração, frente aos treinamentos intercalados de alta intensidade e curta duração, esta opção seria ainda mais arriscada.