É irônico que nesta era da informação, as pessoas permaneçam confusas a respeito dos suplementos. Enquanto na Europa, cerca de 15 milhões por ano são gastos em vitaminas, minerais, ervas, aminoácidos e outros produtos nutricionais, os estudos continuam mostrando que as pessoas em todas as áreas da vida (incluindo os profissionais de fitness/musculação) precisam de uma boa base de informação sobre os suplementos, para que as pessoas tomem decisões a respeito dos produtos que melhor possam atender às suas necessidades individuais.

As vitaminas naturais são melhores do que as vitaminas sintéticas

Um erro comum, cometido não apenas pelo público em geral, mas também por muitos profissionais de fitness, é que as vitaminas criadas pela natureza são superiores às vitaminas feitas sinteticamente.

O fato é que a estrutura química das vitaminas sintéticas e naturais é basicamente idêntica. Em outras palavras, a vitamina C sintética tem o mesmo aspecto que a vitamina C natural.

Isso significa que o seu corpo não pode saber a diferença entre elas. Em alguns casos, a absorção de vitaminas pode divergir entre a natural e a sintética, mas isso nem sempre favorece as vitaminas naturais.

Por exemplo, o ácido fólico comum entre as vitaminas do pré-natal, é na verdade uma versão sintética da vitamina B. O ácido fólico é usado em vitaminas do pré-natal, já que é absorvido melhor.

A Soja Pode Ajudar a Reduzir os Níveis de Colesterol

Muitas pessoas já ouviram falar que a soja pode ajudar a reduzir níveis de colesterol, mas a maioria não tem ideia do quanto ela pode ajudar.

Para que a soja tenha um impacto sobre o colesterol, os estudos mostram que é necessário consumir entre 25 e 50 gramas de soja por dia. Portanto, aqueles que estão se suplementando com alimentos que contêm soja e não estão vendo uma redução no colesterol, pode ser simplesmente por não estar consumindo o suficiente.

A maioria dos produtos de soja mostra a quantidade que contém em seus rótulos, o que torna mais fácil controlar a quantidade de soja que está sendo consumida.

As Vitaminas não nos fornecem Energia

Algumas pessoas tomam grandes quantidades de vitaminas (principalmente vitaminas do complexo B), na esperança de que lhes fornecerá mais energia para os dias agitados. É por isso que muitas vezes vemos um monte de vitaminas B em bebidas energéticas.

No entanto, sabe-se que as vitaminas não contêm nenhuma energia útil (calorias). As vitaminas nos ajudam a extrair energia dos alimentos e processá-las. Em uma pessoa desnutrida, essas vitaminas podem realmente ajudar, mas para aqueles que fazem uma dieta como os fisiculturistas, as vitaminas não vão fornecer nenhuma energia extra. Mas também devemos lembrar que as vitaminas e os alimentos trabalham juntos para nos manter “saudáveis”.

As Vitaminas não Farão de Você um Melhor Atleta

Enquanto que um multivitamínico de boa qualidade provavelmente seja algo a considerar, muitos estudos descobriram que as vitaminas extras não nos fazem pessoas mais fortes, mais rápidas ou melhores em qualquer atividade relacionada com o exercício.

Como regra geral, as pessoas que fazem exercício regularmente tendem a comer mais alimentos e escolher alimentos mais saudáveis em geral.

Natural nem Sempre Significa Bom

Um mantra comum que se repete em muitos sites hoje em dia é que já que os suplementos são naturais, são automaticamente seguros para todos. Pelo contrário, alguns suplementos, se forem utilizados pelas pessoas erradas podem causar efeitos colaterais significativos.

Por exemplo, a erva de São João, que se utiliza normalmente para a depressão, pode interagir com os medicamentos antidepressivos. A vitamina E pode reduzir a capacidade de coagulação do sangue.

Esta é a razão pela qual os médicos costumam dizer aos seus pacientes que devem deixar de tomar a vitamina E antes de uma cirurgia. Algumas páginas da internet vendem pró-hormônios disfarçados de suplementos naturais, devemos ter cuidado com isso.

Embora muitos suplementos sejam realmente seguros, também é verdade que as pessoas devem saber o que colocam no corpo.

A Glucosamina pode Ajudar a Artrite

Muitos estudos realizados nos últimos anos descobriram que a glucosamina pode ajudar a reduzir a dor associada à artrite. Para que a glucosamina trabalhe, você deve ter osteoartrite.

Dos mais de 100 tipos de artrite que sabemos que existe, a osteoartrite é a mais comum e ocorre quando a cartilagem entre os ossos se desgasta. Este é o tipo de artrite que responde a glucosamina.

Embora o grau de osteoartrite e o período de tempo que você já tem possam afetar o sucesso deste nutriente, os estudos mostram que é necessário de quatro a oito semanas de uso para ver os resultados.

Pode-se Absorver mais de 40 gramas de Proteína de uma vez

Existe uma lenda urbana que circula através de alguns círculos online e em revistas que afirma que as pessoas só podem absorver certa quantidade de proteínas em cada refeição.

Normalmente as pessoas dizem que essa quantidade é de cerca de 40 gramas. Esta pode ser a razão pela qual algumas barras de proteína e shakes geralmente não contêm mais do que esta quantidade.

Em qualquer caso, podemos sim realmente fazer uso de mais de 40 gramas de proteínas por refeição, a questão real é se toda esta proteína vai construir e/ou manter a massa muscular. Esta é uma pergunta muito mais difícil de responder e depende da sua rotina de exercícios, com que frequência você treina e o quanto descanso obtém, para citar alguns.

Inclusive se você tem uma dieta saudável, ainda pode se beneficiar dos suplementos.

A pesquisa mostra que alguns suplementos podem beneficiar a determinados grupos de pessoas, quando utilizados acima do que é normalmente consumido em uma dieta típica. Por exemplo, é bem sabido que à medida que as pessoas envelhecem, elas tendem a comer menos.

Isto pode ter consequências desastrosas, causando a perda de massa muscular e força. Algumas novas pesquisas estão descobrindo que os BCAA (leucina, isoleucina e valina) podem estimular o apetite em idosos.

Potencialmente, se você pode estimular o apetite, isso poderia levar a músculos mais fortes e uma melhor oportunidade de permanecer forte na velhice. Outro exemplo é o aminoácido glutamina.

Estudos tendem a mostrar que quando consumido em grandes quantidades que normalmente não se consome, a glutamina pode levar a internação hospitalar mais curta e aumento do peso corporal em alguns pacientes com câncer.