Hoje, ainda não há cura para a doença de Alzheimer. No entanto, nos últimos anos tem havido muitos avanços na investigação desta doença neurodegenerativa. Existem muitos medicamentos e terapias que ajudam a controlar os sintomas mais comuns do Alzheimer, como a deterioração cognitiva, agitação, depressão, e os sintomas psicóticos que ocorrem com a doença mais avançada.

A detecção precoce do Alzheimer é essencial nesta doença, uma vez que a eficácia do tratamento é muito maior nas fases iniciais da doença e ajuda a melhorar o tratamento do paciente. Por conseguinte, é importante identificar o mais rapidamente possível a deterioração cognitiva associada a esta doença. Muitos estudos estão focando este objetivo, como acaba de publicar a revista Neurology.

A equipe da Universidade de Duke (EUA) usou um tipo de corante radioativo que pode detectar sinais precoces do Alzheimer, utilizando técnicas de imagem, como a tomografia por emissão de pósitrons ou PET.

Segundo este estudo, a detecção precoce de placas amilóides no cérebro do paciente pode ser útil para prever o desenvolvimento da doença de Alzheimer e iniciar o tratamento precoce.

O estudo analisou um total de 151 pessoas com testes cognitivos e varreduras do cérebro usando PET. Além disso, utilizou-se marcadores radioativos que destacam um tecido particular, afim de gerar uma imagem tridimensional de um órgão ou determinada função biológica.

Este novo corante radioativo utilizado, já foi aprovado nos Estados Unidos, para analisar a densidade da placa beta-amilóide em pacientes com deterioração cognitiva e, portanto, é um marcador biológico muito eficaz para o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer.

Agora, o maior desafio será o de identificar todos os indivíduos que estão em risco para a doença antes que se manifeste em si e, assim, poder impedir o seu desenvolvimento com um tratamento adequado.