A equipe do Imperial College London, Reino Unido, iniciou um estudo de longo prazo, com cerca de 250.000 pessoas entre 18 e 69 anos, que pretende estudar as relações que podem existir entre o uso de celulares e o aparecimento de problemas de saúde, tais como doenças neurológicas ou certos tipos de câncer.

Esta pesquisa deverá ter uma duração de 20 a 30 anos, já que todos os estudos anteriores sobre os efeitos da utilização destes dispositivos foram realizados em curto prazo e, no máximo, duraram apenas 10 anos. Além disso, tirando sua relação com um maior risco de acidentes de trânsito, não foi determinado que existe um risco para a saúde.

No entanto, existem ainda algumas incertezas sobre os efeitos da utilização dos celulares, tal como algumas doenças que podem levar anos para se desenvolverem e, até agora existem poucas pessoas que usam há muito tempo esse aparelho. Para Mireille Toledano investigadora co-principal do estudo “é importante um seguimento em longo prazo para identificar se existem possíveis efeitos na saúde desta nova tecnologia, tão utilizada atualmente”.

Os cidadãos que participaram do estudo devem completar um questionário on-line sobre o uso do telefone móvel, saúde e estilo de vida. Por um lado consideraram se eles usam esses aparelhos para fazer chamadas, enviar mensagens ou fazer download de dados, levando em conta se os usuários têm o telefone em suas calças, bolso ou usam em “mão livre”.

Da mesma forma, deve-se acompanhar qualquer doença que se desenvolva ao longo deste período, tendo em conta a evolução dos sintomas, incluindo dores de cabeça e distúrbios do sono, e estudar se eles se relacionam com o uso do telefone móvel.