Aproximadamente uma em cada sete mulheres são estéreis. As causas são variadas, como falta de ovulação por questões hormonais, malformações dos órgãos sexuais, efeitos de algumas doenças, como a tuberculose, o peso da mulher, a radiação nociva ou a presença de cistos ou pólipos. Outra causa mais comum são as deficiências no útero, que ficam entre 0,5 e 1% dos casos.

Para todas essas mulheres agora se abre um raio de esperança para aquelas que desejam engravidar, já que foi realizado o primeiro transplante de útero de mãe para filha. Isso abre caminho para essas mulheres, e muitas outras, que poderão conceber seus futuros filhos com o mesmo útero com o qual elas mesmas foram concebidas. Um marco conseguido por uma equipe de médicos da Universidade de Gotemburgo e da Universidade de Sahlgrenska Hospital na Suécia neste fim de semana passado.

Tratam-se de duas mulheres de 30 e 40 anos que receberam o útero de suas respectivas mães. Uma delas tinha removido devido ao câncer de colo uterino, enquanto a outra mulher nasceu sem útero.

Uma operação muito complicada já que havia muitos vasos sanguíneos que precisavam ser conectados em um espaço reduzido, como a pélvis. No entanto, os especialistas estimam que o percentual de rejeição do útero é de 20%, semelhante ao apresentado em qualquer outro órgão.

Antes de receber o transplante, as mulheres foram submetidas a um tratamento de fertilização in vitro. Seus embriões foram congelados. Se tudo correr bem, em cerca de 12 meses esses embriões serão novamente implantados e, assim, tentar desta forma uma gravidez, que é o objetivo final destes transplantes de útero. Se tudo correr bem e elas ficarem grávidas, podemos falar do sucesso nestes transplantes.

Espera-se que o útero transplantado tolere até duas gestações. Posteriormente, ele será removido para evitar futuras complicações. Esta nova intervenção pode ser uma opção para milhares de mulheres para que possam ter filhos a partir de agora.