À quimioterapia é uma das alternativas terapêuticas mais utilizadas hoje em dia no âmbito da medicina para o tratamento de câncer, compreendendo uma grande variedade de medicamentos, que ao mesmo tempo podem gerar uma série de efeitos adversos no paciente. Nestes casos, a maconha pode ajudar a combater alguns dos muitos efeitos nocivos associados a este tratamento, quer conhecer?

Náuseas, vômitos, diarreia, alteração no sabor dos alimentos, falta de apetite, ou inflamação na boca são alguns dos muitos efeitos colaterais de um tratamento como a quimioterapia, a qual pode terminar prejudicando o estado de nutrição e de saúde em geral do paciente. Neste sentido, seguir uma correta alimentação durante as suas sessões de quimioterapia é de grande ajuda para manter mais forte o seu organismo e aumentar a sua energia diante dos ataques de câncer e as consequências negativas que, por outro lado, a quimioterapia pode gerar no seu corpo.

Entre os efeitos mais temidos pelos pacientes, possivelmente as náuseas e os vômitos sejam os mais proeminentes, pelo quão desagradável e irritante que podem chegar a ser. Pode aparecer de forma mais precoce, cerca de duas horas após a administração da quimioterapia ou, pelo contrário, mais tardiamente, após 24 horas. Os médicos especialistas recomendam o uso de ansiolíticos e técnicas de relaxamento que ajudem a reduzir ou pelo menos aliviar o nível de ansiedade que muitas vezes sofrem esses pacientes, os quais, em muitas ocasiões, tendem a associar o cheiro de hospital, com suas sessões de quimioterapia e isso pode chegar a provocar mais náuseas e vômitos a respeito.

Nestes casos, além de contar com a opinião de um médico especialista, é conveniente, por exemplo, comer em pequenas quantidades ao longo do dia por cerca de 5 ou 6 vezes, consumir os pratos em questão à temperatura ambiente ou mais frescos (os quentes favorecem a ocorrência de náuseas), evitar alimentos ricos com gordura porque dificultam a digestão, como no caso do queijos, frituras ou leite integral, coma lentamente as refeições, não coma nada pelo menos duas horas antes de receber a sessão quimioterapia e, em definitivo, evite qualquer odor desagradável.

Apesar da polêmica que tem surgido ao longo dos anos sobre o uso da maconha na sociedade, vários estudos têm confirmado os seus benefícios, entre outras coisas, para aliviar alguns dos efeitos associados com as sessões de quimioterapia mencionadas acima, de modo que se tornaria assim um dos maiores aliados e complementos ideais para os pacientes com câncer que tenham sido submetidos a desconfortáveis e constantes sessões desta terapia, a fim de reverter o progresso da sua doença.

O termo maconha se refere a substâncias psicoativas que são ingeridas a partir da planta conhecida em seu sentido científico como “Cannabis sativa”, seja para cumprir os seus objetivos meramente recreativos, religiosos ou, inclusive, medicinais. A legislação destas substâncias é muito diferente, dependendo do país que falamos, aproveitando o apoio jurídico, político e social em certos casos ou a rejeição em muitos outros. No caso do Reino Unido já se comercializa este tipo de substâncias psicoativas por suas virtudes para aliviar os vômitos induzidos pelo tratamento de quimioterapia, assim testemunham diferentes oncologistas, estudos e meios de comunicação que ecoam essa realidade.

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Não muito tempo atrás, na Espanha, o Ministério da Saúde assinou um acordo com o Governo da Catalunha, para determinar os trâmites legais associados com a utilização da maconha ou compra da droga para o seu uso medicinal em pacientes com câncer que sofrem diariamente com as sessões de quimioterapia.

Estima-se que cerca de 15% da população é severamente afetada por este tipo de terapias para combater ao câncer e é, nestes casos, em que se permitiria a administração do derivado, embora ainda prevaleçam diferentes preconceitos sobre a utilização generalizada da maconha na sociedade. Entre outras coisas, a sua tardia incorporação do ponto de vista legal, se deve, em parte, ao fato de que o mercado conta com drogas de segunda geração desde mais de 10 anos, que ajudam a aliviar os efeitos da quimioterapia. Este último ocorre na maioria dos casos, mas 15% dos pacientes estão ainda seriamente afetados pelas sessões.

Diversos estudos confirmam que a maconha, desde que não se opte por um consumo excessivo da mesma, pode ser muito útil para combater a enxaqueca, aliviar os sintomas associados a doenças crônicas como a esclerose múltipla, a perda de peso e apetite, ou dor neurológica, tratar os sintomas da pré-menopausa, tais como a ansiedade, depressão, dores de cabeça ou desconforto físico ou, inclusive, reduzir a pressão intra-ocular em casos de glaucoma, entre outras coisas.

Existe uma variedade de classes de maconha, sendo mais destacadas as chamadas sementes de maconha auto-florescentes, que são o resultado da combinação entre Ruderalis, Indica e Sativa. Uma de suas características mais marcantes é que não dependente do ciclo claro-escuro para a floração, pois quando este tipo de sementes começa a germinar aos 18 dias começam a florescer, independentemente das horas de luz. Com esta planta não é preciso se preocupar com pragas de insetos, porque a floração é tão rápida que não dá tempo para que se produzam essas ameaças, sendo muito fácil de cultivar e sem a necessidade de muitos cuidados.

A maconha, portanto, pode ser de utilidade como complemento para nossas sessões de quimioterapia, quando uma doença como o câncer toma conta do nosso corpo, deixando-nos quase sem respirar e estendendo o seu mau para cada célula do nosso organismo, nos casos mais extremos.