No início dos tempos da espécie humana, as principais causas de morte eram os ataques das feras, as consequências do clima, como o frio extremo ou tempestades, e os ferimentos decorrentes de lutas. Essas são as chamadas “causas externas visíveis”. Naquela época, a expectativa de vida era muito baixa. Com o domínio do fogo, a utilização de ferramentas e o decorrente desenvolvimento, muitas dessas adversidades foram dominadas pelo homem.

A expectativa e a qualidade de vida aumentaram. Seguiu-se o progresso. Melhores condições de higiene e saneamento, mais recursos para a produção e a conservação de alimentos, além do desenvolvimento de novas ferramentas, fizeram a espécie humana dominar o mundo a sua volta, mesmo aquelas “ameaças invisíveis”.

Porém, progressivamente, as principais causas de doença e morte passaram a ser algo também produzido pelo próprio homem. O estilo de vida do mundo moderno expôs o homem a uma vida sedentária, uma dieta inadequada, excesso de bebidas alcoólicas e consumo do tabaco em níveis nunca antes vistos. Sendo este último, isoladamente, o maior agente causador de doença, atualmente. Hoje, essas são as principais causas de doença e morte. São as chamadas “causas auto-infligidas”- aqueles agentes aos quais o próprio homem, pelo seu livre-arbítrio, escolhe se expor ou consumir.

A inteligência do homem e a sua capacidade de desenvolver tecnologia dominaram as causas de doença e morte no passado. Agora, é essa mesma capacidade que deve ser usada para compreender que é o estilo de vida pelo qual optou viver que o prejudica. Desenvolver ações educativas e preventivas, visando alterar esse estilo de vida é fundamental nesse momento de desenvolvimento da humanidade.

– Evitar do fumo;

– Evitar o excesso de consumo de bebidas alcoólicas;

– Manter-se dentro do peso ideal para sua idade e sexo;

– Consumir uma dieta rica em alimentos de origem vegetal e integrais e, também pouco industrializados;

– Diminuir o consumo de alimentos altamente refinados e das gorduras de origem animal;

– Manter-se ativo fisicamente em suas atividades diárias: no trabalho, no lazer, nos deslocamentos.

Todas essas são medidas que previnem doenças e diminuem mortes pelas principais doenças crônico-degenerativas, como as doenças do coração, o diabete e os cânceres.

O foco deixa de ser a doença, e passa a ser a saúde através da educação e prevenção em saúde.

Não é apenas uma questão de atitude, mas, principalmente, de conscientização integral.