Nos últimos dez anos se duplicou o número de casos de pessoas que sofrem determinadas alergias alimentares, sendo os frutos secos, a fruta, o marisco, o leite, o ovo e o peixe os alimentos que mais estão afetando a população alérgica. Os casos de intolerâncias alimentares também estão aumentando bastante, assim como a confusão existente entre os dois termos. Conhecemos exatamente qual é a diferença entre um e outro? E quais são os casos que envolvem maior gravidade e requerem de vigilância absoluta no que se refere à ingestão de alimentos?

Nós vamos responder estas e outras questões fundamentais relacionadas com as reações insalubres que provocam determinados alimentos na população alérgica/intolerante.

O Que é Uma Alergia Alimentar?

Hoje em dia, existem cerca de dois milhões de pessoas que apresentam algum tipo de alergia alimentar, o que significa exatamente? Chama-se assim o conjunto de reações adversas que provoca um determinado alimento no sistema imunológico do afetado.

Normalmente, é proteína do alimento causador, o que gera uma série de respostas que provocam a criação e anticorpos. Estes levam o organismo a secretar uma série de substâncias químicas, como é o caso da histamina – daí que sejam receitados os chamados ‘anti-histamínicos’. Esta se manifesta em coceira, corrimento nasal, tosse, problemas respiratórios, entre outros.

Diferenças Entre Alergia Alimentar e Intolerância Alimentar

Uma das mais comuns é a alergia ao glúten, que é uma resposta imunológica do nosso sistema ao considerar prejudicial um determinado alimento que contém esta substância.

Isto não deveria ser confundido com doença celíaca, que é a intolerância ao glúten do trigo, cevada, centeio e aveia, em muitos casos.

Leia também: “Tratamento Para As Alergias Alimentares Em Bebês“.

O Que é Uma Intolerância Alimentar?

A principal diferença entre esta e as alergias alimentares está no fato de que ser intolerante não implica qualquer relação com o sistema imunológico. Ter intolerâncias alimentares significa que existem determinados alimentos que não são corretamente assimilados pelo nosso corpo. Como analisamos anteriormente, um dos exemplos mais conhecidos é o dos celíacos, que manifestam ser intolerantes ao glúten.

A maneira mais eficaz e simples de tratar este problema é evitar a ingestão daqueles alimentos que nos afetam de maneira negativa. Quando é a lactose, podem ser deixados de lado os lácteos e se é o glúten, pode ser evitado os produtos que o contenham em maior ou menor medida.

De que maneira se manifesta intolerância a um determinado alimento? Os sinais mais evidentes, como você pode imaginar, se manifestam no estômago: diarreia, vômitos, perda de apetite, dor abdominal, etc. No médio e longo prazo costumam gerar uma série de outras consequências não tão evidentes, mas igualmente indicativas de que algo está acontecendo. Existem casos de anemia por deficiência de ferro, refeições pesadas, cansaço, certo atraso no crescimento, se produzem úlceras na boca, entre outros.

Alergias e Intolerâncias Alimentares Mais Comuns:

Os alimentos que estão no centro das atenções no momento são os lácteos e derivados do leite, a alergia a frutos secos – nozes, castanhas, nozes, avelãs, amêndoas – e aqueles que contêm glúten. Também estão as pessoas as quais são afetadas pela ingestão de frutas, legumes, ovos, mariscos, peixe.

Glúten. A chamada doença celíaca é das mais comuns. Trata-se de um transtorno intestinal causado quando não se tolera bem esta proteína que contém especialmente o trigo, o centeio, a cevada e a aveia. É detectada uma média de 1 caso para cada 100 que se estudam e se trata de uma das intolerâncias alimentares permanentes, sem tratamento e que pode ser diagnosticada em qualquer momento. A maneira de tratar é, basicamente, conhecer quais são os produtos que contém glúten e quais não e apostar pelos alimentos vendidos hoje em dia sem glúten para evitar o desconforto e as consequências negativas associadas a este tema.

A doença celíaca é detectada mediante uma análise clínica meticulosa e a realização de um teste de sangue. Isto deve incluir os marcadores sorológicos da intolerância ao glúten e é assim que se faz um correto diagnóstico quando se suspeita que possa haver prevalência desta não tolerância à substância.

Frutos Secos. As alergias alimentares aos frutos secos são muito importantes, pois podem chegar a ser fatais se não são detectadas precocemente e se produz uma ingestão indevida destes. Começa normalmente na infância, em uma idade muito precoce, e a alergia a frutos secos é complexa porque há muitos produtos e alimentos que temos em nossa dieta diária e que não sabemos que contém vestígios de amendoins, amêndoas, avelãs, castanhas ou nozes, entre outro. Há momentos em que o mínimo contato pode provocar uma reação que resiste de uma importante gravidade.

Como podemos reagir se sofremos? Desde reações leves, com um pouco de náuseas, dor de cabeça ou inchaço da língua e lábios, até um choque anafilático. É preciso ter muito cuidado porque eles podem provocar reações muito graves, as quais são difíceis de lidar. Fundamental um bom diagnóstico para evitar arrependimentos depois.

Lactose. Relacionada com a ingestão de leite e derivados deste existem tanto intolerâncias alimentares como alergias. No caso destas últimas, a mais conhecida é a que tem os bebês e crianças à proteína do leite de vaca, que provoca vômitos e diarreia. Hoje em dia, existem formas de reduzir essas alergias alimentares aos produtos lácteos e as pessoas que sofrem devem cuidar ao máximo da sua alimentação para ter uma ingestão ótima de nutrientes deste alimento, como cálcio, magnésio, vitaminas A, D, B2 e B12.

Leia também: “Intolerância à Lactose – O Que é Lactose e Porque Ocorre a Intolerância“.

Por outro lado, está a chamada intolerância à lactose, que é o açúcar encontrado no leite. Gera sintomas, como flatulência, dor abdominal e diarreia e estima-se que cerca de 70% da população adulta mundial sofre em certa medida desta intolerância.

Que quantidade pode significar desconforto no afetado? Depende muito das pessoas e dessa grande intolerância que tenham. Devem consultar com um profissional para aproximar com um diagnóstico ao consumo ou não que devem ter deste tipo de alimentos.