A infecção por fungos ou candidíase é a causa mais comum de doenças provocadas por fungos invasivos e até 60% das pessoas saudáveis ​​são portadoras assintomáticas de Candida albicans, a qual geralmente se encontra principalmente na boca e no trato gastrointestinal e, muitas vezes, na vagina, embora existam outros órgãos afetados.

Fatores de Risco Para Candidíase

Os fatores de risco para infecção por Candida são: os antibióticos de amplo espectro, tratamento com corticosteroides, cateteres intravenosos, sistema imunológico enfraquecido, diabetes mellitus, implantes protéticos ou radioterapia.

Tipos de Candidíase

Classes de Candidíase Oral

Candidíase oral pseudomembranosa: A presença de manchas brancas como de coalhada na boca, que podem ser facilmente removidas, deixando uma base vermelha subjacente, que ocorre geralmente sem dor, em contraste com a leucoplasia, que não pode ser eliminada e que é mais comum em recém-nascidos.

Candidíase oral eritematosa aguda: Apresenta um marcado eritema e dor, especialmente na língua, com presença de candidíase oral e é comum depois de tomar antibióticos orais.

Candidíase oral eritematosa crônica: Existe uma vermelhidão da área que apoia os dentes, embora raramente exista dor, e é comum em pessoas que usam dentaduras.

Candidíase: Tipos e Tratamentos

Candidíase oral hiperplásica crônica: Presença de manchas brancas fortes e persistentes nas bochechas ou na língua, que não são facilmente eliminadas, e é mais comum em fumantes e homens com mais de 30 anos.

Glossite média romboide: Distingue-se uma área central com atrofia papilar na língua, e é comum em fumantes ou que usam inaladores com corticoides e pode causar candidíase recorrente crônica.

Queilite angular: Existe vermelhidão, fissura e dor no canto da boca, que pode ser devido à cândida ou uma infecção bacteriana, particularmente Staphylococcus aureus, podendo ser fatores de risco a idade avançada, dentaduras mal ajustadas, comprometimento imunológico, deficiência de vitamina B12 ou anemia.

Tratamentos para Candidíase

Tratamento da candidíase oral: A primeira opção é miconazol gel, embora possa ter interações medicamentosas e produzir disfunção hepática. Também é possível usar nistatina. O tratamento tópico é administrado durante 7 a 9 dias.

Candidíase esofágica: Candidíase esofágica produz disfagia, dor ao engolir alimentos ou líquidos e dor retroesternal, geralmente com candidíase orofaríngea. É geralmente associada com o tratamento de neoplasias hematopoiéticas ou linfoides. Em pacientes com HIV, é uma doença definidora de AIDS.

Tratamento da candidíase esofágica: A candidíase esofágica é uma infecção com risco de vida; deve ser tratada de 14-21 dias com fluconazol oral ou por via intravenosa ou itraconazol oral, entre outras opções.

Candidíase cutânea: A pele apresenta dor e coceira, com um aspecto que pode variar, como uma área vermelha, bordas escamosas com pústulas na margem e umidade na pele, podendo haver lesões satélites.

Na superfície da pele aparece uma cor branca ou amarela, que parece coalhada, pústulas de paredes finas com uma base vermelha e na mão ou no pé, existem espaços macerados, com uma camada córnea grossa.

Entre as formas de candidíase cutânea pode ser intertrigo, infecções da unha por Candida, dermatite da fralda, balanite, candidíase mucocutânea crônica, foliculite por Candida, candidíase invasiva e candidíase cutânea generalizada.

Tratamento de Candidíase cutânea: São aplicáveis os cremes tópicos, tais como imidazol, cetoconazol, miconazol ou terbinafina. Se existe inflamação problemática é necessário considerar a adição de um creme com corticosteróide leve durante 7-14 dias.

Administra-se fluconazol oral 50 mg./dia durante 2-4 semanas, quando o tratamento tópico é ineficaz ou o paciente estiver imunologicamente comprometido.

  • Candidíase vaginal e vulvar: Produzem sintomas como prurido vulvar, corrimento branco, relações sexuais dolorosas, micção incompleta e dolorosa. Se existe presença de secreções malcheirosas ou purulentas sugere uma infecção bacteriana. Observa-se inflamação, possivelmente com fissuras, edema e inchaço vulvar, lesões satélites e escoriações ou áreas irritadas e com falta de pele.

O tratamento da candidíase vulvar e vaginal: Administra-se por via tópica clotrimazol ou miconazol. O tratamento tópico pode piorar os sintomas de ardência nos primeiros dias e o paciente pode preferir o tratamento oral – triazol – se a vulva se apresenta inchada e edematosa.

Para mais informações, recomendamos a leitura do nosso artigo “Candidíase: Entenda A Doença E Previna-se“.