Mais de 60% das pessoas com mais de 85 anos de idade sofrem de incontinência urinária, um problema de saúde que gera uma diminuição significativa na qualidade de vida das pessoas com a doença, e que tem índices tão elevados como de outras doenças crônicas, tais como diabetes mellitus, hipertensão ou artrite.

A ocorrência de incontinência urinária é reconhecida como uma das principais síndromes geriátricas, e é considerada uma mudança significativa na vida das pessoas mais velhas, com uma boa chance de ter outras complicações, como as consequências médicas e psicológicas ou sociais deste sintoma. De acordo com muitos médicos geriatras, algumas das principais complicações médicas da incontinência urinária incluem úlceras de pele, infecções do trato urinário e quedas.

Também destacam as repercussões psicológicas, como a perda da auto-estima, ansiedade, mau humor e depressão. Além disso, existem complicações familiares e sociais, visto que a incontinência urinária tem um grande impacto, uma vez que as pessoas mais velhas com esta síndrome tendem a ser mais isoladas, mas precisam de cuidados assim como qualquer outro idoso, bem como tem um maior risco de entrar em uma residência para atendimento integral. Afirmam também que sem dúvida, ambas as complicações da incontinência urinária, deteriora visivelmente a qualidade de vida da pessoa idosa que sofre. Nesse sentido, o impacto seria tão grande, assim como a causa de outras doenças crônicas, como diabetes mellitus, artrite ou acidente vascular cerebral ou hipertensão grave.

Incontinência Urinária: Um Tabu Com Solução

Uma das razões que surpreendentemente contribuiu para a baixa taxa de consulta para o diagnóstico deste problema de saúde refere-se à concepção da síndrome como um assunto tabu, e muitos acreditam que podem resolver os problemas sozinhos e sem orientação médica sobre o assunto. Entre os fatores que influenciam o assunto é que alguns pacientes são dependentes, tais como a falta de formação de saúde para a população em geral, e principalmente a suposição de que é um problema sem soluções, ou a aceitação de que é um processo normal que aparece no envelhecimento.

Contudo, existem outras razões que levam a esse tabu e por incrível que pareça estão relacionadas com os profissionais de saúde que ainda convivem com a falta de formação específica, a falta de sensibilidade para esta patologia, sem contar a ausência de profissional específico ou a falta de conhecimento dos tratamentos atuais, entre outros.

Mas com a alta tecnologia, os idosos têm deixado esse tabu um pouco de lado, visto que há diversas formas de se controlar ou “disfarçar” a incontinência, como os absorventes próprios para incontinência, que muito diferente das fraldas geriátricas não possuem aquele volume exagerado e passam despercebidas nas roupas.