Mitos E Fatos Sobre As Doenças Sexualmente Transmissíveis (Dst)

Nos Estados Unidos os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, ou CDC, designaram o mês abril como o mês de conscientização sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). E existem tantos mitos a respeito, que é importante falar sobre elas, independentemente do país em que você reside. Além de poder afetar sua saúde, muitas pessoas têm sido vítimas de discriminação injustamente. Aqui você vai encontrar informações práticas que podem te ajudar.

O que você deve saber é que as doenças sexualmente transmissíveis são infecções que se transmitem de pessoa para pessoa. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, existem mais de 30 micro-organismos, incluindo bactérias, vírus e parasitas que as causam. As mais comuns são: gonorreia, clamídia, sífilis, tricomoníase, cancro mole, herpes, verrugas genitais, HIV (vírus da imunodeficiência humana) e hepatite B.

Embora algumas delas possam ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gravidez ou o parto, ou através de sangue contaminado ou produtos sanguíneos ou tecidos contaminados.

Mitos e Fatos Sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)

A sexualidade é uma parte normal da vida e não deve ser uma parte que nos assusta nem nos envergonha. Mas sim devemos conhecer os riscos. Assim como quando você aprender a dirigir um carro, sabe que o uso de um cinto de segurança te protege e poderia salvar sua vida, existem várias coisas que você deve saber sobre as relações sexuais para que possa se proteger e manter sua saúde.

A única maneira que você pode ter certeza que não vai contrair uma DST é se evitar ter relações sexuais ou se o seu parceiro não está infectado. Mas, como não é possível dizer se uma pessoa está infectada apenas ao vê-la e muitas pessoas não têm sintomas, já que até mesmo os médicos têm de fazer exames enviados ao laboratório para saber se alguém tem uma doença sexualmente transmissível, é importante estar bem informado para que se proteja quando necessário e que não afete a sua saúde e/ou sua fertilidade, por isso não se deixe levar pelos mitos.

Na verdade, há tantos mitos e desinformação sobre as doenças sexualmente transmissíveis, que não deveríamos nos surpreender que assim como se transmite a desinformação, se transmitem as doenças sexualmente transmissíveis ou DSTs.

Mitos sobre DST:

  • Que é possível evitar uma DST se tiver sexo oral ou anal. Isso é falso. É possível ser transmitida por estas vias.
  • Que se você já teve uma DST não voltará a ter. Isso é falso. Não se cria imunidade contra gonorreia ou clamídia.
  • Que as DSTs apenas afetam as pessoas sujas (ou pobres). Isso é falso. É possível afetar qualquer pessoa independentemente da sua higiene ou situação socioeconômica.
  • Que é possível determinar se o seu parceiro tem uma doença sexualmente transmissível pela sua aparência. Isso é falso. É impossível, mesmo se você trabalha em uma área médica.
  • Que evitar a ejaculação dentro da vagina previne doenças sexualmente transmissíveis. Isso é falso. Os micro-organismos podem estar presentes sem exista ejaculação.
  • Que usar anticoncepcional evita as doenças sexualmente transmissíveis. Isso é falso. Os anticoncepcionais ajudam a prevenir a gravidez, não uma DST.

É um problema muito importante:

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, mais de um milhão de pessoas adquirem uma DST todos os dias (a maioria sem sintomas).
E o desenvolvimento da gonorreia resistente a antibióticos é uma ameaça ao impacto das doenças venéreas em todo o mundo. De acordo com o CDC nos Estados Unidos somente, metade dos 20 milhões de doenças sexualmente transmissíveis que ocorrem a cada ano ocorre em pessoas jovens.

O que você pode fazer de acordo com o CDC?

  • Manter um relacionamento monogâmico por um longo período, com o mesmo parceiro que tenha sido verificado e não tenha doenças sexualmente transmissíveis.
  • Se você tem mais de um parceiro sexual, limite o número de pessoas com quem você tem relações sexuais.
  • Use preservativos de látex ou represas dentais cada vez que tiver relações sexuais.
  • Vacine-se contra o vírus do papiloma humano (HPV) que pode prevenir contra alguns tipos de câncer.

Em resumo, ter sexo seguro.

Se você está em dúvida se poderia ter sido exposto a uma doença sexualmente transmissível (DST) é muito importante que faça exames. Aproveite se você possui um seguro e fale com o seu médico para que os solicite. Não existe apenas um exame para descartar todas as doenças. Algumas doenças podem causar infertilidade, algumas doenças podem permanecer latentes no corpo e causar sintomas mais tarde na vida com sintomas no sistema cardiovascular ou no sistema nervoso. Outras, como o HIV, não tem cura, mas a detecção precoce e tratamento oportuno não apenas previnem a transmissão, mas também melhoram o seu prognóstico.

Infelizmente ainda há vários lugares no mundo onde as pessoas discriminam as pessoas afetadas pelo HIV, o que não só é inadequado, mas cruel. Esperamos que isto mude em breve.

Até pouco tempo atrás, as pessoas com HIV ou AIDS nos Estados Unidos, muitas vezes escolhiam não revelar o seu estado, porque isso os tornava vulneráveis a não poder obter cobertura de saúde ou ter que pagar políticas proibitivas. Atualmente, uma das vantagens da reforma de saúde é que, ao eliminar as condições pré-existentes para determinar o custo da política, qualquer pessoa, independentemente dos seus problemas médicos ou dos que desenvolver, pode obter a cobertura nas mesmas condições financeiras. Portanto, já não é necessário mais se preocupar que irão perder o seguro por sua condição.

Agora apenas temos que mudar a mentalidade das pessoas que discriminam e, idealmente, prevenir que mais pessoas sejam infectadas, uma vez que o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis são evitáveis.

Se você tiver dúvidas, se precisar de mais informações ou precisa fazer testes de DST, consulte o seu médico ou clínica na sua área.

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