A hipocondria, anteriormente conhecida como monomania, se caracteriza pela atitude de falar da mesma doença em qualquer ocasião e lugar. Hoje, no nosso site de saúde, analisamos o porquê deste transtorno.

Não se trata de uma doença derivada de um problema físico específico, mas que tem traços psicossomáticos de tal maneira que a pessoa que sofre irá de médico em médico sem encontrar a cura e, inclusive colocando sempre em dúvida o conhecimento profissional.

A hipocondria tem uma grande parcela de autossugestão. É, em essência, uma atitude que o indivíduo adota diante da doença. A pessoa hipocondríaca está constantemente se submetendo a uma análise minuciosa e preocupada do seu corpo, vendo-o como uma fonte segura de doença.

A característica essencial é a preocupação e o medo de sofrer, ou a convicção de ter uma doença grave que pode ocorrer, por exemplo, enquanto está observando suas pintas, pequenas feridas, batidas do coração ou tosse. É provável que sinta o que outra pessoa tem, especialmente se está relacionado com o órgão doente.

Normalmente, se enquadra no âmbito de uma competência, “em mim dói mais”, “o meu é muito mais grave” são citações frequentes de uma pessoa hipocondríaca.

Representa um sofrimento para quem padece e para aqueles ao seu redor. Embora não de forma exclusiva, é muito comum em mulheres que dedicaram suas vidas aos filhos quando estes se tornam independentes.

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Para combater isso, o primeiro ponto é admitir que os sintomas estão “tapando” uma condição mais profunda. É muito conveniente a colaboração da família do hipocondríaco, que deve entender que você tem um problema real, embora não seja o que você se refere, mas outro que precisa de ajuda profissional.

Tratamento Para Hipocondria:

A terapia cognitiva comportamental é utilizada com sucesso, que tenta encontrar a angustia e o medo da doença e, possivelmente, da morte. Trata-se de criar a não sensibilização na imaginação das situações temidas que se está fugindo, de modo que, finalmente, a pessoa possa se aproximar delas sem angustia nem temor.

O bom é conseguir reinterpretar as sensações corporais e sentir também aquelas que são agradáveis ou neutras no corpo, que nem tudo seja fonte de dor ou medo e possa se converter em um gerador de prazer e felicidade.