Um grupo de cientistas do centro de pesquisa biomédica EuroEspes, liderado pelo Dr. Ramón Cacabelos, desenvolveu a primeira vacina preventiva contra a doença de Alzheimer, e uma patente já foi admitida pelo Escritório de Patentes dos Estados Unidos.

“É um passo na luta contra a doença”, disse em declarações aos jornalistas Dr. Cacabelos.

A vacina, AD-EE-SP1 testada em camundongos transgênicos, para interceptar o processo de morte cerebral iniciada após atingirem a maturidade do cérebro aos trinta e evitando a reprodução da doença em idade avançada.

Tem-se revelado eficaz na redução de característica patogênicas da doença em animais que apresentem sinais de degeneração cerebral.

A vacina, administrada em lotes, introduz um novo imunógeno-adjuvante que favorece a geração de anticorpos contra as placas neuríticas amiloides que se acumulam e danificam o cérebro de pacientes com Alzheimer.

As características da droga, encapsulada em lipossomas rica em esfingosina-1-fosfato de contribuir para a regeneração de neurônios, também evita a hemorragia intracraniana e outros efeitos colaterais das drogas de Alzheimer.

Esta vacina dupla função, terapêutica e preventiva torna-se uma nova ferramenta na luta contra a doença que poderia beneficiar os indivíduos com alto risco de desenvolver a doença e também aqueles que já a possuem.

Primeira Vacina Preventiva Contra Alzheimer é Desenvolvida Por Espanhóis

Depois de ser aceito pelo Escritório de Patentes dos Estados Unidos, a vacina vai ser clinicamente desenvolvida no exterior, provavelmente nos Estados Unidos.

“A Europa é lenta no desenvolvimento de produtos farmacêuticos”, disse Cacabelos.

A estimativa do grupo EuroEspes, que ao longo dos seus vinte anos de trabalho tem participado ativamente no desenvolvimento de três das cinco drogas usadas atualmente para combater a doença, a vacina poderia estar pronta em um período entre 6 e 8 anos, a um custo que ainda é desconhecido.

“Tudo depende do tempo da burocracia”, explicou Cacabelos.

Atualmente, a doença de Alzheimer, juntamente com demência vascular, o terceiro problema de saúde no mundo e a quinta causa de morte em pessoas com mais de 65 anos nos Estados Unidos.

Na verdade, na conta da União Europeia a demência custa aos contribuintes cerca de 160.000 milhões de euros, com um custo médio por paciente de 22.000 dólares por ano.

“Para cada ano que retardar o aparecimento da doença vai reduzir a prevalência de 30%”, explicou Cacabelos. Portanto, o desenvolvimento de uma vacina, irá melhorar as condições de vida da população e reduzir os custos de saúde da doença entre 20% e 30% em cinco anos.