Aspirina parece ter maior impacto sobre os homens do que em mulheres.

Os pesquisadores estudaram durante dez anos, o efeito de baixas doses de aspirina em 39.876 mulheres e concluíram que aquelas que tomaram placebo não mostraram nenhum risco de sofrer o primeiro ataque cardíaco do que aquelas que tomaram aspirina durante dez anos.

O relatório, parte do Estudo de Saúde da Mulher que é o primeiro estudo rigoroso científico sobre os efeitos em longo prazo da aspirina e vitamina E nas mulheres.

Até agora, os médicos haviam recomendado o uso de aspirina em baixas doses para homens e mulheres, mas a recomendação foi baseada principalmente em estudos com homens.

O relatório foi lançado em versão on-line da revista “New England Journal of Medicine” e coincidiu com a conferência anual do American College of Cardiology, em Orlando (Flórida).

Os pesquisadores, liderados por Paul Ridker and Women’s Hospital em Boston (Massachusetts) indicaram que a aspirina não teve efeito significativo sobre o risco de ataque cardíaco em mulheres, embora ela tenha ajudado de outras formas as mulheres com mais de 65 anos.

No entanto, as mulheres que tomaram 100 miligramas de aspirina em dias alternados, reduziram em 24% o risco de acidente vascular cerebral isquêmico (AVC), que ocorre quando o sangue não flui bem para o cérebro.

Aspirina é Mais Eficaz em Homens do Que em Mulheres

Mulheres de 65 anos reduziram o risco de derrame em 30% e 34% o risco de ataque cardíaco.

Os investigadores não sabem porque a aspirina tem efeitos diferentes para homens e mulheres e sublinham a necessidade de mais pesquisas.

Elizabeth Nabel, diretora do Instituto Nacional de Estudos do Coração, Pulmão e Sangue, disseram que o estudo tem amplas implicações para a saúde pública e a necessidade de mais exames trará respostas biológicas de homens e mulheres à aspirina.

Para mais informações, leia também o nosso artigo “FDA Questiona a Eficácia da Aspirina Para Evitar um Primeiro Ataque Cardíaco“.