A Radiação Do Celular É Prejudicial À Saúde? Devemos Nos Preocupar Com Ela?

Há 6,9 bilhões de telefones móveis no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Obviamente, precisamos e dependemos dos nossos telefones, mas ainda existe a questão irritante da segurança.

Um tribunal na Itália concedeu recentemente a um homem de 57 anos uma pensão de US$ 500 por mês, após ele ter dito que o uso excessivo dos celulares para o seu trabalho causou um tumor em seu cérebro.

Enquanto o tribunal pareceu reconhecer pelo menos uma ligação casual entre celulares e riscos para a saúde, estudos científicos têm sido um pouco inconclusivos.

A Radiação do Celular é Prejudicial à Saúde? Devemos nos Preocupar Com Ela?

Celulares e telefones sem fio usam radiação de radiofrequência para enviar sinais. A energia de radiofrequência é uma forma de radiação eletromagnética, que pode ser ionizante ou não-ionizante. A ionizante é prejudicial para a saúde, mas a não-ionizante ainda há dúvidas sobre sua segurança.

Segundo pesquisas, a radiação não-ionizante não causa colapsos no DNA, é como um microondas de baixíssima potência. A curto prazo, essas microondas são provavelmente inofensivas, mas em longo prazo poderia ser uma história diferente. De qualquer forma, quem gosta da ideia de um microondas, mesmo um de baixa potência, ao lado da sua cabeça o dia todo?

Em 2016, os pesquisadores do Programa Nacional de Toxicologia dos Estados Unidos expuseram os ratos à radiação de radiofrequência por nove horas por dia, sete dias por semana. O estudo descobriu que os ratos ficaram mais propensos a desenvolver câncer no cérebro e coração.

Embora um estudo em ratos não se traduza diretamente para os seres humanos, ele dá aos pesquisadores mais evidências quando se estuda o efeito da radiofrequência sobre as pessoas.

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No passado, outros estudos produziram resultados conflitantes:

  • Pesquisas recentes questionaram se a radiação não-ionizante dos celulares pode realmente danificar o DNA. Um estudo sobre ratos em maio de 2016 descobriu que havia mais danos no DNA daqueles que receberam os maiores níveis de radiação, do que os que não receberam. Uma análise de 2015, revisada da literatura científica descobriu que a radiofrequência tem efeitos prejudiciais em células vivas, incluindo danos oxidativos ao DNA.
  • Um grupo de pesquisadores de 13 países analisou dados de questionários preenchidos por usuários de celulares. A maioria das análises não mostrou nenhum aumento nos casos de câncer no cérebro ou do sistema nervoso central em relação ao maior uso de celulares.
  • Outro estudo comparou registros de 358 mil assinantes de telefones celulares com informações de tumores cerebrais de um registro nacional de câncer. No fim, não encontrou associação entre o uso de celulares e alguns tipos de câncer.
  • Dois estudos na Suécia encontraram um aumento no risco de câncer cerebral para as pessoas que começaram a usar celulares antes dos 20 anos.

O Instituto Nacional do Câncer aponta que várias pesquisas podem ser inconsistentes devido a vários fatores, incluindo relatórios imprecisos, as mudanças nos tipos de celulares e o fato de que os cânceres cerebrais são difíceis de estudar porque as taxas de mortalidade são muito altas.

Devido a estudos conflitantes, a OMS classifica a radiofrequência como "possivelmente cancerígena para os seres humanos".

Ainda que faltem estudos conclusivos para saber se a radiofrequência emitida pelos telefones móveis pode causar algum dano ao nosso DNA e provocar algum tipo de câncer, não é um hábito saudável passar horas usando um celular. Isto pode te deixar sedentário e, segundo estudos, o uso desses aparelhos principalmente antes de dormir, pode prejudicar a qualidade do sono. Sendo assim, usá-los de maneira consciente é sempre a melhor opção.

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