Antidepressivos Na Gravidez: Quais Efeitos Têm Sobre Os Bebês Em Longo Prazo?

A gravidez é uma etapa particularmente vulnerável e muitas mulheres sofrem de depressão. Estima-se que uma em cada cinco mulheres apresenta sintomas de depressão durante a gravidez. Tomar antidepressivos pode ajudá-las a se sentir melhor, mas a que custo?
Um novo estudo indica que a utilização destes medicamentos, contribui para ter um maior risco de obesidade e diabetes de tipo 2 nas crianças.

Se você está grávida e considera que tem sintomas de depressão, talvez precise consultar um especialista e é possível que prescreva um medicamento antidepressivo. Claro que a gravidez traz mudanças e é importante que o seu estado de ânimo esteja bom, pois cada sensação afeta não apenas sua vida, mas a do seu bebê, que pode perceber suas emoções estando no útero.

E enquanto você pode pensar que os antidepressivos são uma grande invenção e que graças a eles você pode deixar de se sentir triste durante a doce espera, a verdade é que tomá-los pode trazer algumas consequências para o seu bebê, entre elas, um aumento da possibilidade de ser obeso (a) e de desenvolver diabetes tipo 2.

Antidepressivos na Gravidez: Quais Efeitos têm sobre os Bebês em Longo Prazo?

Um estudo realizado pela Universidade McMaster, no Canadá, encontrou uma correlação entre o uso de medicamentos antidepressivos durante a gravidez e um aumento do risco de obesidade e diabetes em crianças.

Pela primeira vez, foi demonstrado em animais que o uso de antidepressivos do tipo dos inibidores da recaptação de serotonina (SNRI) provoca uma inflamação e acumulação de gordura no fígado, o que causa preocupações sobre as complicações no metabolismo que poderiam apresentar em longo prazo as crianças nascidas de mulheres que tomaram este tipo de medicação durante a sua gravidez.

O denominado fígado gorduroso se apresenta, geralmente, em pessoas que sofrem de obesidade e, portanto, foi considerado como um fator importante a ser considerado nesta pesquisa.

Leia também: "Depressão Pós-parto: Remédios Caseiros para a Depressão Pós-parto".

O estudo, apresentado em um Congresso Internacional de Endocrinologia, não sugere que as mulheres devem deixar de tomar antidepressivos durante a gravidez se for necessário, mas, certamente, adverte sobre os riscos associados com estes medicamentos, que não foram previamente identificados.

De acordo com esta pesquisa, até 20% das mulheres nos Estados Unidos e cerca de 7% das mulheres canadenses recebem antidepressivos durante a gravidez.

Este estudo é importante porque pode ajudar a identificar precocemente as crianças que possam estar em maior risco de desenvolver obesidade e diabetes tipo 2, se for conhecido que suas mães tomaram antidepressivos durante a gravidez. Assim, é possível tomar medidas preventivas para evitar complicações futuras.

Se você está grávida e acredita que tem sintomas de depressão, consulte um especialista, e considere (com ele ou ela) os benefícios de tomar medicamentos contra os riscos em curto e longo prazo.

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