Câncer De Mama: As Aparências Enganam?

Câncer de Mama: As Aparências Enganam?O câncer de mama continua sendo um tipo de câncer que embora seja curado em muitos casos em que é diagnosticado, todavia ainda tira a vida de 450 mil pessoas anualmente. As aparências enganam sobre esta doença? Parece que a interpretação de uma molécula que até agora sempre havia sido determinante para predizer o câncer de mama indica que nem sempre se está tratando um câncer benigno.

No momento de diagnosticar a atividade de um tumor, um dos principais indicadores é a divisão celular, já que podemos dizer que as células cancerosas se dividem mais do que o resto e que também, os genes e as moléculas envolvidas no processo de divisão são muitas vezes alvos para identificar e tratar alguns tipos de câncer.

Aparentemente agora foi descoberto por parte dos pesquisadores do Centro de Regulação Genômica (CRG), liderados por Miguel Beato, e que acabam de descrever em um artigo publicado na revista Cell que uma dessas moléculas - a quinase PLK1 - que sempre havia sido associada com o câncer parece que pode ser determinante também para o bom funcionamento da célula.

Câncer de Mama: As Aparências Enganam?

Leia também: "Câncer de Mama: Fatores de Ricos e Prevenção Caseira".

A molécula PLK1:

Até a revelação deste estudo, a molécula PLK1 sempre foi associada com o câncer de mama por seu papel na divisão celular.

Esta molécula é uma enzima que se encontra muito ativa durante o ciclo celular, ou seja, durante a replicação do material genético e mitose. E é por isso que aparece em muitas das células que são afetadas por um tumor cancerígeno.

O estudo de Beato e seus colaboradores, conclui que PLK1 também tem um papel importante na regulação de genes que são ativados durante o estado de repouso e iniciação da divisão.

"O que temos observado utilizando técnicas genômicas e proteômicas é que quando PLK1 se expressa em perspectiva participa na resposta aos estrogênios e é necessária para controlar e regular os genes que interrompem a divisão celular", declarou Beato, e acrescentou: "o nosso trabalho demonstra que PKL nem sempre é um indicador de mau prognóstico. É importante aprendermos a utilizar esta informação e, ao projetar tratamentos para o câncer de mama, se leve em conta de que apenas devemos reduzir os altos níveis de PLK1 que podem ser prejudiciais, mas tentando manter os níveis fisiológicos".

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