A doença cardiovascular é a principal causa de morte em diversos países, muito à frente de câncer por incrível que pareça e, no caso de infarto agudo do miocárdio, a idade de início caiu drasticamente nos últimos anos, ao ponto de ser cada vez mais comum ver mais casos de pacientes de 30-40 anos infartados ou em processo grave de doenças do coração.

Há alguns anos atrás, ver um paciente jovem infartando era uma raridade, mas hoje está cada vez mais comum segundo vários estudos que levantam estatísticas em grandes hospitais de variados países. Estes pacientes jovens muitas vezes têm fatores de risco clássicos, como o tabagismo ou diabetes, comorbidades que em ambos os casos afetam este início precoce das doenças coronarianas que fatalmente levam ao infarto.

Leia também: “Transtornos Cardiovasculares – Quais As Principais Doenças do Coração“.

Os hábitos de vida pouco saudáveis e sedentarismo também são fatores primordialmente importantes, bem como o papel dos alimentos, onde a população busca mais saciar seus caprichos alimentares com comidas altamente gordurosas e ricas em calorias vazias, do que uma alimentação saudável. O tão famoso fast food invadiu o mercado de todo o mundo, a fim de facilitar a vida tão corrida, contudo os riscos que uma alimentação desregrada e com valores calóricos tão autos trazem, levam facilmente um indivíduo a desenvolver uma doença coronariana, o que posteriormente se não tratada pode levar ao infarto. Além disso, não podemos excluir o número significante desses pacientes em que o consumo de uma substância tóxica também interfira no diagnóstico.

Cresce o Número de Infartos em Pacientes de 30 até 40 Anos

Leia também: “A Saúde do Coração – Estudo de Alimentos que Aumentam o Risco de Doenças Cardiovasculares“.

O prognóstico depende de inúmeros fatores, tais como o número de artérias coronárias que foram afetadas no momento do ataque ou o dano que ocorre no coração, mas os avanços terapêuticos têm sido espetaculares e permitem de alguma forma que estes pacientes tenham um bom resultado para curto e longo prazo. Na verdade, a mortalidade por infarto agudo do miocárdio foi reduzida em mais da metade em anos recentes, caindo de mais de 15%, para menos de 5% destes pacientes.

O problema é que mais e mais pacientes tem aparecido nos consultórios com esta patologia já instalada cronicamente, e isso tem se tornado um grande problema para muitos países, afinal a doença em si pode não parecer um problema se permanecer controlada, mas suas complicações sim podem trazer diversos malefícios à saúde do indivíduo prejudicando principalmente sua qualidade de vida. Esses pacientes infelizmente necessitarão de medicação para o resto da vida, no entanto a sua eficácia é contrastada, em longo prazo. O problema é que talvez o número de cardiologistas que estão preparados para atender essa demanda tão jovem pode não ser suficiente para o aumento de casos previstos para os próximos anos.