Boas notícias sobre várias vitaminas! Ao contrário de estudos anteriores, uma nova pesquisa sugere que o consumo de suplementos com vitamina C e vitamina E em longo prazo possivelmente não conduz a um maior risco de câncer de próstata. E outro novo estudo sugere que os suplementos de vitamina D poderiam proteger as pessoas idosas contra a insuficiência cardíaca, embora não contra um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (um derrame).

A suplementação com as vitamina C e E não está ligada ao risco de câncer:

Tem sido estudada a vitamina E para a prevenção ou tratamento de diversas condições de saúde. No passado, foram manifestadas preocupações sobre a segurança dos suplementos de vitamina E, especialmente em doses elevadas. Na verdade, um estudo recente sugere que doses elevadas de vitamina E poderiam aumentar o risco de câncer de próstata.

Novas Descobertas Sobre as Vitaminas C, D e E

Em um novo estudo, os pesquisadores analisaram os dados de 14.641 homens, de pelo menos, 50 anos de idade, que se reuniram no Estudo de Saúde dos Médicos II. Cada participante foi atribuído aleatoriamente para receber 400 UI de vitamina E a cada dois dias, 500 mg de vitamina C por dia ou um placebo. A suplementação começou em 1997 e continuou até 2007. A coleta de dados dos participantes continuou até junho de 2011.

Durante o período de 2,8 anos de acompanhamento posterior a cessação da suplementação, desenvolveram-se 771 casos de câncer, 356 dos quais foram de câncer de próstata. E ao longo do período médio de acompanhamento global de 10,3 anos, se desenvolveu um total de 2.669 casos de câncer, 1.373 dos quais foram câncer de próstata. Os pesquisadores não encontraram nenhuma ligação entre os suplementos de vitamina E e o risco de câncer de próstata ou de qualquer tipo de câncer. Da mesma forma, a suplementação com vitamina C não teve nenhum efeito no risco de câncer de próstata nem no risco total de câncer.

Os autores concluíram que a vitamina E e a vitamina C não afetaram o risco de câncer de próstata e o risco de câncer de qualquer tipo nem em curto ou longo prazo.

A vitamina D poderia proteger contra a insuficiência cardíaca

A principal função da vitamina D é manter os níveis sanguíneos normais de cálcio e fósforo. A vitamina D ajuda o corpo a absorver o cálcio, que forma e mantém os ossos fortes. É usada sozinha ou em conjunto com o cálcio para melhorar a saúde óssea e reduzir as fraturas. A vitamina D também pode proteger contra a osteoporose, a pressão alta, o câncer e outras doenças.

Em um novo estudo, os pesquisadores analisaram dados da Avaliação Aleatória de cálcio ou vitamina D (Randomized Evaluation of Calcium Or Vitamin D ou RECORD, por sua sigla em Inglês), na qual 5.292 participantes foram atribuídos aleatoriamente para receber diariamente 800 UI de vitamina D3, 1000 mg de cálcio, uma combinação de vitamina D e de cálcio ou um placebo, para avaliar seus possíveis efeitos sobre os eventos relacionados a doenças cardíacas. Os pesquisadores também realizaram duas análises de dados adicionais.

Os dados sobre os eventos relacionados a doenças do coração foram coletados durante todo o estudo RECORD e durante 3 anos adicionais após o término do tratamento. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que haviam recebido a vitamina D sozinha ou a vitamina D mais cálcio apresentaram um risco de insuficiência cardíaca 25% menor em comparação com os outros grupos. No entanto, a suplementação não teve nenhum benefício em termos de risco de acidentes vasculares cerebrais nem ataques cardíacos.

Em uma análise adicional dos dados, os pesquisadores realizaram uma pesquisa bibliográfica abrangente para identificar estudos clínicos bem sucedidos que avaliaram os efeitos da vitamina D nos eventos relacionados a doenças cardíacas. Foram identificados vinte e um estudos em última estância, para sua inclusão. Os investigadores descobriram que ao comparar o uso da vitamina D com nenhum uso da mesma, tomar vitamina D se associava com 18% de redução do risco de insuficiência cardíaca. Tal como acontece com o estudo RECORD, não foi identificado nenhum benefício para o risco de acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco.

Os autores concluíram que a suplementação com vitamina D poderia proteger contra a insuficiência cardíaca, mas não contra os ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC). São necessárias mais pesquisas para confirmar estes resultados.

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