Um Gel Vaginal Poderia Prevenir O Contágio Por Hiv

O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é uma das doenças de transmissão sexual (DST) mais temida nos últimos tempos. Apesar de não ter sido encontrada uma cura permanente, um gel vaginal poderia proteger as mulheres de contrair a doença, inclusive se for aplicado várias horas depois da relação sexual. Não perca este interessante artigo.

Enquanto muito progresso tem sido feito no tratamento de Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), até o momento não foi encontrada uma cura definitiva. Mas novos avanços acontecem todos os dias, e este poderia ser muito importante. Trata-se de um gel que, quando aplicado na vagina poderia proteger as mulheres de contrair a infecção, inclusive horas depois de ter tido relações sexuais com uma pessoa infectada.

O estudo, publicado na revista Science Translational Medicine, foi realizado em animais. Especificamente, o gel antimicrobiano protegeu cinco dos seis macacos de serem infectados com um vírus híbrido Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA), ao ser aplicado três horas após a exposição ao vírus que causa a SIDA.

Mas além de ser eficaz depois de ter estado em contato com o vírus, o gel também demonstrou ser útil para prevenir a infecção. Esse foi o resultado em dois dos três macacos aos quais foi aplicado o gel meia hora antes da exposição ao HIV.

Sem dúvida alguma, a criação deste gel que contém uma solução a 1% do medicamento contra o HIV denominado raltegravir (Isentress) é algo sem precedentes, já que poderia prevenir a infecção de mulheres com o vírus antes e depois de terem relações sexuais com uma pessoa infectada.

Um Gel Vaginal Poderia Prevenir o Contágio por HIV

Claro, o ideal é abster-se de ter relações sexuais, mas muitas vezes, quando o sexo não é planejado, ou quando acontece de forma casual, sem conhecer os antecedentes do casal ou se acontece involuntariamente (em casos de abuso ou estupro), este gel poderia ser a chave para evitar a transmissão da doença.

Em primeiro lugar, os pesquisadores do Centro de Pesquisa para a Prevenção e o Controle de Doenças nos Estados Unidos (CDC, por sua sigla em inglês), autores deste estudo, comprovaram a eficácia do gel antes de entrar em contato ao aplicar o gel em três macacos que haviam sido expostos ao HIV, duas vezes por semana, durante sete semanas. Após esse período de tempo, dois dos três macacos estavam livres da infecção, em comparação com outros dez macacos que receberam o gel placebo.

Em seguida, a equipe de especialistas queria testar se o gel era eficaz após a exposição ao HIV em seis macacos que foram expostos duas vezes por semana, durante dois meses e meio. Eles o fizeram aplicando o gel três horas após o contato com o vírus. Especificamente, cinco dos seis macacos foram protegidos contra a infecção. Em contraste, quatro macacos que usaram uma versão placebo, sim foram infectados com o HIV.

Leia também: "Descoberto o Gene Responsável Por Se Tornar Imune ao HIV".

O gel é eficaz, pois bloqueia a capacidade do vírus para integrar o seu DNA no DNA das células de animais. Esta etapa, embora seja crucial para a infecção, não ocorre imediatamente, mas sim após até 6 horas após a exposição ao vírus. Por isso, este gel é revolucionário, já que pode agir antes que aconteça a integração de DNA.

Enquanto este é, sem dúvida, um grande avanço na pesquisa contra o HIV, os autores do estudo advertem que ainda são necessários mais testes antes de colocar o gel disponível para o público em geral. Uma vez que existe a possibilidade de que os resultados obtidos em animais, não se repitam em humanos.

Mas uma vez que o gel tenha passado por todos os testes clínicos para provar sua eficácia em seres humanos e que seja aprovado, poderia começar a ser usado como um método preventivo tão comum como os métodos anticoncepcionais populares entre os quais se encontram os preservativos e os espermicidas.

Enquanto isso se lembre que a melhor maneira de prevenir a transmissão do HIV é tendo relações sexuais com apenas um parceiro que você conhece e que apenas tenha relações sexuais com você, que tenha feito teste para o HIV e não esteja infectado ou praticando o sexo seguro. Em caso de dúvida, consulte o seu médico.

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