8% dos partos que ocorrem no país são prematuros, ou seja, se produzem antes da semana 37. 1% ocorre antes da semana 32, quando o bebê tem um peso inferior a 1,5 quilos.

Uma das maneiras mais importantes de reduzir esses números é prevenir as infecções, que são responsáveis pela metade dos partos prematuros. A vaginose bacteriana se converte assim em um dos principais perigos neste sentido. Devido a esta infecção, os lactobacilos diminuem, assim estes micro-organismos (normalmente Gardenerella vaginalis) podem ascender através do canal cervical e chegar até as membranas e a placenta. Em casos muito raros, pode chegar ao líquido amniótico e inclusive até a criança.

Na maioria das mulheres, isso não causa sintomas, não se manifesta com os sinais de infecções normais (coceira, ardor…), mas com perdas amareladas e esbranquiçadas, e um odor desagradável.

Esta é a única infecção vaginal para a qual é demonstrado que é muito eficaz um rastreio precoce anterior na semana 16.

A detecção precoce é essencial para evitar o parto prematuro, tal como acontece com o caso das infecções do trato urinário.

Nestas últimas, a infecção por estreptococos B está associada com uma incidência de parto prematuro de 38%, um valor muito elevado. No entanto, com um tratamento adequado, se reduz esse montante para 5,4%.

Como Influenciam as Infecções no Parto Prematuro

E estas infecções fazem com que as bactérias ascendam através do canal, podem fazer com que o tamanho das membranas se torne mais fino, com isso podem se romper (neste caso, o parto é inevitável).

Além disso, a infecção pode fazer com que sejam ativadas as prostaglandinas, que desencadeiam as contrações, um processo que, uma vez iniciado, no máximo pode ser adiado por 24 a 48 horas.

Para mais informações, recomendamos a leitura do artigo “Infecção Vaginal – Dicas Como Prevenir a Infecção Vaginal“.