As convulsões referem-se a um transtorno neurológico súbito e transitório, que pode ocorrer em qualquer idade. Em crianças pequenas frequentemente estão associadas com a febre. Para entender bem do que se tratam, continue lendo. Aqui você vai encontrar informações sobre este tipo de convulsões, também conhecidas como febril.

A convulsão febril afeta as crianças pequenas, precisamente quando apresentam febre devido a alguma infecção que não é necessariamente grave. Esta é a causa mais comum, mas pode acontecer que a convulsão se apresente como consequência de uma infecção mais grave, como uma infecção do cérebro ou do sistema nervoso central (meningite ou encefalite).

Cerca de 3% das crianças com menos de 15 anos podem chegar a ter uma convulsão, a metade dessas convulsões pode ser causada por uma febre. Apenas um em cada 100 episódios indica epilepsia ou convulsões recorrentes. Embora possa ser alarmante, geralmente, este tipo de convulsão não representa um problema mais grave ou crônico. Muitas vezes acontece que a criança pode ter uma convulsão antes mesmo de que os pais percebam que tinha uma infecção. E por isso pode ser mais preocupante. Mas não entre em pânico! Conversar com o seu médico e oferecer apoio para seu filho ou filha depois desse episódio é a melhor maneira de lidar com um evento de convulsão febril.

Existem dois tipos de convulsões febris em crianças:

Saiba Mais Sobre Convulsões em Crianças E O Que Fazer

  • Convulsão febril simples: é a mais comum de todas. Dura entre alguns segundos e 10 minutos e para sem intervenção. Após a convulsão vem o choro, confusão e muito sono.
  • Convulsão febril complexa: dura mais de 15 minutos e ocorre mais de uma vez em um período de 24 horas. Geralmente concentra-se em um lado do corpo do seu filho (a). Você pode precisar aplicar medicamentos intravenosos para pará-la.

O que se pode esperar durante um episódio de convulsão febril?

Uma criança que sofre este tipo de convulsão pode apresentar:

  • Febre acima de 102 graus Fahrenheit ou 38,9 graus Celsius.
  • Dificuldade para respirar.
  • Perda de consciência.
  • Movimentos bruscos e tremores por todo o corpo, especialmente nos braços e pernas.
  • Olhos que viram para trás.
  • Vômito.
  • Perda involuntária de urina.
  • Gemidos ou choro.

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Como qualquer doença, existem certos fatores de risco que os tornam mais propensos a sofrê-las:

1. Idade Precoce. Geralmente ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos de idade. É raro que aconteçam antes dos 6 meses e depois de 3 anos. Quando ocorrem antes dos 6 meses – aos 28 dias do nascimento – são denominadas de convulsões neonatais e se devem a diferentes causas que devem ser determinadas em cada caso.

2. Herança Familiar. Se o bebê tem irmãos e irmãs que sofreram convulsões febris, é muito mais provável que a desenvolva.

3. As crianças que têm um atraso no desenvolvimento ou passaram mais de 28 dias em uma incubadora ou unidade de terapia intensiva para bebês prematuros.

4. Uma em cada quatro crianças que sofrem uma convulsão febril pode apresentar outra convulsão no mesmo ano.

O que você deve fazer se o seu filho sofrer uma convulsão?

  • Quando terminar o episódio, contate o seu médico imediatamente para que o avalie. Na maioria dos casos, esse tipo de convulsão dura apenas alguns minutos. Se chegar a durar mais do que cinco minutos ou se o seu filho apresenta mais de uma convulsão, chame a emergência médica. Uma vez sob os cuidados de um médico e se a convulsão não tiver passado, é possível que injetem um medicamento por via intravenosa (na veia) ou pelo reto para parara a convulsão.
  • Não tente baixar a febre para parar a convulsão. Assim não dê medicamentos ou o coloque em água fria. Deixe-o deitado na cama ou no tapete, tomando cuidado para não deixá-lo cair.
  • Não tente colocar nada na boca, nem tente interferir com seus movimentos. Se seu bebê estiver com uma roupa apertada (ajustada), afrouxe.
  • Se você estiver calmo e for possível, olha que parte do seu corpo começou a tremer e meça quanto tempo durou a primeira convulsão. Isso pode ser pedir demais, já que muitos pais se assustam e perder a noção do tempo, que apesar de não ser muito longo, pode parecer eterno. No entanto, esta informação é muito útil para o médico.

Geralmente, após uma convulsão, você pode ver que o seu filho (a) acorda e parece que não aconteceu nada, seja no hospital ou em casa. Você pode estar em “choque”, mas é melhor não demonstrar medo, mas mantenha a calma. Lembre-se que o melhor que você pode fazer é consultar as suas dúvidas com o seu médico e dar muito amor para ao seu pequeno filho ou filha.