O mundo é feito de cores. Nossos olhos estão equipados para perceber não apenas as cores básicas, como as do arco-íris, mas suas infinitas variedades de tons e matizes. Em qualquer revista de decoração ou de moda você verá que se fala, por exemplo, de azul turquesa, vermelho púrpura, amarelo mostarda ou de verde limão. Mas para muitas pessoas estas cores é francamente apenas uma ideia. Por exemplo, não conseguem distinguir o número 6 na imagem aqui do lado esquerdo. Quando o olho não consegue distinguir as cores ou as confunde estamos diante de uma condição conhecida como daltonismo. Quer saber mais? Continue lendo…

Nestes casos se sofre de uma condição chamada acromatopsia, cegueira de cor ou daltonismo, uma condição que geralmente é herdada, é crônica e com a qual podemos lidar, mas não existe cura.

As pessoas que sofrem podem levar uma vida perfeitamente ativa e satisfatória, mas existem coisas que lhes resultam mais difíceis do para os demais, coisas simples, cotidianas, as quais ninguém dá importância, como perceber se uma luz do semáforo está verde ou vermelha, saber rapidamente se um tomate ou uma melancia está madura ou não, ou selecionar uma cor para pintar uma parede da casa.

Confunde as Cores? Trata-se de Daltonismo ou Cegueira de Cor

Para entender por que isso acontece, é preciso primeiro conhecer o mecanismo que permite que nossos olhos percebam as cores. Este se baseia em algumas células em forma de cone, localizadas principalmente na mácula, a área central da retina. Estes cones são sensíveis às ondas de luz vermelha, verde e azul ou as combinações das mesmas. Se falta algum tipo desses cones, ou algum não funciona adequadamente, então a pessoa pode: ou não ver uma das cores básicas, ou não distinguir as tonalidades dessa cor, ou confundir uma cor com outra.

O mais comum é a cegueira para vermelho ou verde (são percebidas como uma mesma cor), que afeta curiosamente mais homens que mulheres, seguida pela cegueira para azul (a pessoa não distingue nem azul nem amarelo). Raramente não se distingue nenhuma cor e se vê então em preto e branco ou cinza. Quando a condição é herdada ou de nascimento, não muda com o tempo nem se pode corrigir. Apenas é possível ajudar ou treinar a pessoa para substituir as informações fornecidas pelas cores por outros sinais. Quer um exemplo? Aqueles que têm cegueira para vermelho e verde, por exemplo, sabem se o semáforo está no verde pelo brilho da terceira luz acesa, não pela cor em si.

Pode ser que os problemas com a visão das cores sejam devido a outras causas: idade, lesões nos olhos, efeitos colaterais de alguns medicamentos e problemas oculares (glaucoma, retinopatia diabética, degeneração macular ou catarata). Quando qualquer uma destas causas tem solução, por exemplo, a cirurgia para eliminar as cataratas, a pessoa pode recuperar a visão de cor, de maneira total ou parcial. Existem outras maneiras de aliviar os sintomas da visão das cores, como o uso de lentes de contato ou óculos com cristais coloridos que neutralizem o brilho.

A cegueira de cor ou daltonismo não é uma condição grave, mas sim pode ter consequências importantes na vida da pessoa. As pessoas que sofrem não podem executar várias carreiras e profissões, como a decoração de interiores, design gráfico, ou de moda, onde a cor é um elemento fundamental. Também existem limitações em outros campos profissionais, como no exército, aviação, engenharia e até mesmo em laboratórios, em que os cabos, sinais e até mesmo os resultados dos exames médicos são determinados mediante cores.

Para que a pessoa possa superar com êxito as suas limitações, é importante detectar a condição o mais rapidamente possível e tomar as medidas de reeducação e treinamento para levar vida satisfatória e normal.

Agora que você já conhece um pouco mais sobre esta condição, aprecie a maravilha dos seus olhos e desfrute de toda a paleta de cores que a natureza tem para oferecer, desde uma flor até um pôr do sol. Cuide deles para que você possa ver a sua vida em todas as cores.