É um conjunto de desordens a nível metabólico que tem como origem uma alimentação pouco saudável. Hoje em dia, o consumo regular de certos alimentos, como refrigerantes açucarados, sucos, biscoitos, lanches, fast food, provocam o aumento dos casos de resistência à insulina ou síndrome metabólica, bem como também se derivado: diabetes, até que se tornem epidemias.

Basicamente, ao aumentar o nível de glicose no sangue de forma constante, as células começam a desenvolver uma resistência à insulina, (hormônio responsável de ingressar a glicose na célula). Desta maneira, o corpo começa a precisar cada vez mais de insulina para poder ingressar a glicose e é assim que começamos a sofrer de hiperinsulinemia ou resistência à insulina.

A síndrome metabólica também se desenvolve com outros desequilíbrios orgânicos, tais como: aumento do colesterol, aumento dos triglicérides, obesidade, hipertensão e seus derivados cardiovasculares.

Sintomas e Detecção da Síndrome Metabólica ou Resistência à Insulina

A síndrome metabólica ou resistência à insulina não tem sintomas muito evidentes. É detectada através de uma análise bioquímica chamada “curva de tolerância à glicose”. Enquanto todos podem sofrê-la o sinal mais evidente é o excesso de peso. Pode também manifestar-se com:

Síndrome Metabólica ou Resistência à Insulina: Causas, Sintomas e Tratamento

  • Pequenas verrugas no pescoço.
  • Acantose nigricans (manchas marrons ao redor do pescoço).
  • Manchas vermelhas na pele.

Causas e Origens da Síndrome Metabólica

Geralmente se deve a fatores conjuntos:

  • Predisposição genética.
  • Dieta inadequada, com excesso de açúcares e carboidratos simples.
  • Sedentarismo.

Leia também: “O Que é a Síndrome Metabólica?“.

Tratamento Nutricional Para a Resistência à Insulina

É de primeira necessidade reorganizar e reformular tanto os hábitos como os alimentos que consumimos diariamente. Hoje em dia, com a variedade de alimentos que podemos comer ricos e saudáveis. Muitas vezes apenas basta ir adicionando receitas e alimentos saudáveis ​​e ir excluindo quantidades daqueles que nos prejudicam. O regime alimentar deve ser traçado por um médico ou nutricionista com base nas necessidades, gostos e atividades de cada pessoa.

Tratamento farmacológico. O tratamento dependerá dos valores e desequilíbrios de cada paciente. Em algumas ocasiões, são prescritos medicamentos que ajudam a reduzir as gorduras e em outras é necessário combater problemas como triglicérides e/ou colesterol. Em princípio, se recorre ao tratamento não-farmacológico, ou seja, começamos pela reorganização da dieta e a incorporação de exercício físico regular.

Em uma segunda etapa, quando foram incluídos e modificados os hábitos necessários, é possível avaliar se é necessário ou não o consumo de algum medicamento como:

  • Sibutramina
  • Rimonabanto
  • Orlistat

Prevenção da diabetes tipo 2. A síndrome metabólica é a fase de pré-diabetes. À medida que continuamos a desenvolver e desenvolver a resistência à insulina estamos cada vez mais próximos da diabetes, com tudo o que isso implica. É por isso que, se tivermos a graça de detectar a tempo a resistência à insulina, devemos tomar medidas desde o início.

Modificar a dieta: basicamente, diminuímos os carboidratos simples (doces, farinhas, açúcares), sendo necessário ir modificando gradualmente para que possamos nos adaptar aos novos hábitos e começar a substituir os alimentos por outros mais convenientes.

Atividade física é essencial. É o segundo pilar que irá nos manter saudáveis e fortes ​​por muito mais tempo. Recomenda-se uma hora de treinamento pelo menos 3 vezes por semana. A atividade adequada dependerá das habilidades, gostos e acessibilidade de cada pessoa.